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DELÍRIO SCI-FI

Estamos todos conectados – e esta foi uma das maiores lições que aprendemos na pandemia. O fio invisível que nos une, não liga apenas os seres humanos, mas também outras espécies, ecossistemas completos e até nossos ancestrais. Fazemos parte de uma teia cósmica – e nossas ações, mesmo que mínimas, podem reverberar em desastre ou em cura. Esta percepção pode basear os contornos de um novo mundo – e os caminhos da ciência já mostram isso. Materiais novos e naturais, do micélio ao cânhamo, são a base para a criação dos novos tempos, sugerindo cenários mais sustentáveis de alimentação, vestimenta, construção e muito mais.

As possibilidades da tecnologia se multiplicam, tanto que as nossas questões passam a ser éticas. Nossa imaginação vai longe, pensando no futuro. Então, fantasiamos um mundo em que não há mais o impossível e as soluções dissolvem os limites entre o natural e o sintético. Surge, então, uma estética fantasiosa, que mimetiza as relações entre todas as formas de vida. Animais, plantas e fungos se fundem a nós para criar, em nós, uma versão ciborgue – tecnológica e supernatural.

Nesse mundo pós-humano, veneramos o natural e sua capacidade tecnológica – e a integramos ao nosso corpo e à nossa morada. Do microscópico ao visível, nos vemos prestes a viver em um novo mundo, com uma vida repleta de superpoderes que sempre estiveram aqui, apenas aguardando nosso retorno para casa. A fusão entre artificial e natural inspira uma paleta formada por um degradê de verdes, que parte do neon e chega até um tom amarelado e aconchegante, sugerindo que o futuro só pode ser dessa cor. O verde do ícone do Whatsapp se confunde com a cor do lodo, e o tom do musgo encanta o mundo digital.

Com um olhar sci-fi, nos apropriamos da referência botânica e misturamos a esses tons, de maneira surreal, uma pitada de rosa – como uma flor sintética que desabrocha. O azul do céu não é mais a referência. Aqui, ele remete à ultratecnologia – assim como o lilás, que nos guia entre o material e o digital.

Juntos, esses tons criam uma atmosfera nova e fresca, orgânica e virtual, na qual podemos expressar todas as nossas versões, permitindo a plenitude de nosso ser e expandindo nossa capacidade de imaginação.